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  PCGuia > Multimédia > Mude de canal para a Web TV  
 
 
  JANEIRO 2008

Mude de canal para a Web TV
Existem serviços que lhe permitem fazer o download de programas de televisão sem estar a cometer nenhuma ilegalidade
 
     
 
Publicidade
Com a disseminação de acessos à Internet em banda larga e graças a tecnologias como as de compressão e distribuição, a televisão online é hoje possível. Diversos serviços estão em desenvolvimento, outros já foram lançados. Quer isto dizer que, caso tenha em casa um acesso à Internet com uma largura de banda relativamente decente, deverá ser capaz de receber televisão e até mesmo video on demand.

A televisão via Internet representava uma série de problemas para os prestadores de serviço televisivo, entre os quais se destacam a capacidade de estes fazerem o serviço pagar-se a si mesmo, a minimização dos custos de distribuição e, como não poderia deixar de ser, evitar a pirataria. A publicidade online paga cobre o custo de determinados serviços, mas a sua eficácia é grandemente debatida. São ainda oferecidos outros serviços na forma de extras, sendo que alguns incluem a capacidade de “alugar” ou “comprar” conteúdo para descarregar.

O vídeo pode ser enviado via stream para o seu PC, o que quer dizer que poderá vê-lo ao mesmo tempo que é recebido na sua máquina. Em alternativa, poderá fazer o download de programas para que os possa visionar mais tarde. Em ambos os casos, a maior parte das empresas de televisão encaminha o custo da distribuição para o consumidor, utilizando sistemas peer-to-peer. Estes são mais robustos do que os sistemas cliente/servidor, mas significa que o PC de cada utilizador é usado para fazer o upload e o download dos dados. Como resultado, é muito provável que sejam transferidos mais dados do que aqueles que são necessários para o(s) ficheiro(s) pretendido(s).

A questão DRM
Uma vantagem óbvia para as empresas de televisão, relativamente à emissão tradicional, tem que ver com o facto de, uma vez transmitido o programa, os telespectadores não o poderão ver novamente, a não ser que o tenham gravado. Com um modelo de download, poderia receber um programa de televisão e vê-lo quantas vezes quisesse. Só que este mecanismo iria reduzir o potencial de rendimento do conteúdo – como deve imaginar, as pessoas dificilmente comprarão mais do que um DVD de um determinado filme, caso já tenham um exemplar com qualidade aceitável nos seus discos rígidos.

É aqui que entra o DRM, sigla que quer dizer Digital Rights Management (ou gestão de direitos digitais). O DRM é usado para evitar que as pessoas copiem conteúdo sem autorização ou que assistam a um determinado conteúdo mais vezes do que as que têm direito. O DRM é muito pouco popular para os espectadores. Como todos sabemos, a grande parte das pessoas gosta de ter as coisas sem quaisquer restrições. No entanto, os prestadores de conteúdos têm todo o direito de fazer lucro com aquilo que produzem. O normal é os programas serem alugados por um preço mais baixo do que custariam se fossem comprados. O aluguer tem quase sempre uma duração de 48 horas, após as quais o ficheiro volta a ficar inacessível. Caso se opte por comprar esse ficheiro, será possível vê-lo quantas vezes se quiser. No entanto, será muito difícil conseguir movê-lo para outro PC ou tentar reanimá-lo depois de reinstalar o Windows.

Estes motivos estão na origem do desagrado que os consumidores sentem pelo DRM, enquanto os proprietários dos direitos dos conteúdos o vêem como essencial. É pouco provável que esta situação venha a alterar-se, pelo que, para já, apenas podemos examinar o quanto limitativo é o DRM.


Ênfase nos serviços
Reunimos os principais serviços de TV na Internet disponíveis para uso geral ou em versão beta. Descobrirá como usar cada um deles, quais são os seus requisitos mínimos e o que é que realmente valem. Para aferir este último elemento, teremos em consideração a qualidade de imagem, a facilidade de utilização e a disponibilidade dos conteúdos. Alguns serviços são prestados por empresas ligadas ao ramo da televisão; outros têm que ver com conteúdos seleccionados a partir de uma série de prestadores. Apesar de alguns serviços apenas estarem disponíveis em determinados locais, a maior parte deles encontra-se acessível desde que tenha uma ligação à Internet em banda larga. É claro que isto também coloca um problema a quem presta o serviço, sendo muitas vezes necessário colocar uma espécie de barreira.

Uma vez que a Internet é global, é necessário impor um limite artificial sobre quem pode receber qual ficheiro. Por exemplo, dentro do tradicional modelo de emissão, o conteúdo está limitado pelo alcance do transmissor. Neste novo paradigma, os prestadores de serviço limitam os conteúdos em termos geográficos, usando para esse efeito listas de endereços IP que se encontram registados em determinados países. É certo que estes nem sempre são exactos, podendo verificar-se uma situação em que pessoas que vivem em Portugal são impedidas de acederem a conteúdos disponibilizados apenas para o nosso país.

A televisão na Internet ainda se encontra no seu estado de infância. No entanto, poderá muito bem vir a tornar-se no padrão do futuro.


Veja o Joost através de P2P
Conseguirá a equipa do Skype tornar este serviço de televisão num serviço de distribuição de vídeo online?


Mesmo ainda não tendo passado da fase beta, existe uma vasta quantidade de conteúdos disponível no Joost
O estranho nome Joost foi desenvolvido pelas mesmas pessoas que trouxeram até nós o serviço Skype, que se tornou no mais popular sistema de voz sobre IP (VoIP). Com o Joost, tenta-se fazer o mesmo, só que usando televisão via Internet. De facto, este sistema recorre a tecnologia peer-to-peer (P2P) de forma a maximizar a largura de banda disponível para distribuir os ficheiros de vídeo. A qualidade de imagem é impressionante. Ao contrário do que se passa com outros serviços de Web vídeo, aproxima-se bastante dos índices de qualidade da televisão tradicional.

Tal como acontece na maior parte dos outros sistemas de televisão via Internet, o Joost usa a largura de banda disponível para partilhar conteúdo, pelo que não estará somente a transferir dados quando estiver a fazer o download ou o stream de um programa de televisão. Isto torna este modelo de distribuição mais robusto face a um servidor cliente, apesar de haver um efeito indesejável, sobretudo para quem tem um ISP nacional – é que o limite de tráfego incluído na mensalidade poderá ser atingido mais depressa do que se possa pensar. Por isso, é uma excelente ideia ir monitorizando os consumos dia a dia para não ter surpresas desagradáveis.


O conteúdo ainda é rei
Desenvolver a tecnologia certa é apenas meia batalha ganha. Se o conteúdo não prestar, não interessa se a qualidade da imagem é boa ou óptima. Ao contrário de outros serviços de televisão sobre Internet, que tendem a ser prestados por uma empresa de TV como um complemento à oferta tradicional, o Joost pretende ser um prestador de serviço televisivo em si mesmo. Ou seja, apresenta já acordos com empresas e estações de televisão, bem como com firmas de produção, de modo a reunir uma grande quantidade de conteúdos disponível para os seus espectadores. Entre algumas empresas que mantiveram conversações com o Joost encontram-se a Fox Networks, a Warner Brothers Television, a Endemol, os estúdios Viacom Paramount e até a Aarman Animation.

Mas enquanto que a tecnologia pode tornar todo este conteúdo disponível a uma audiência global, o mundo jurídico ainda não conseguiu acompanhar todos estes avanços e os acordos de licenciamento internacionais ainda não contemplam tudo o que o Joost torna disponível. Quer isto dizer que uma parte dos conteúdos está apenas ao alcance dos utilizadores nos Estados Unidos da América, ou seja, aos espectadores que tiverem endereços IP registados neste país.

O software Joost corre sobre Windows XP e Vista, o que lhe dá uma vantagem sobre alguns dos seus concorrentes que têm apenas produções compatíveis com a versão XP do Windows. Curiosamente, também existe uma versão disponível para Mac baseado em Intel.

O Joost ainda se encontra em fase beta e está disponível para download sem restrições. Vá até www.joost.com e clique em Download. No menu seguinte, escolha Download Joost Beta 1.0 – Windows. Mas antes de o fazer, registe-se numa conta Joost para obter um nome de utilizador e uma palavra-passe válida.


Ecrã completo
O Joost usa, por defeito, o ecrã completo
O Joost é o serviço televisivo sobre Internet que mais se aproxima da forma tradicional de ver televisão. Por defeito, a aplicação abre em modo full screen e os controlos surgem no ecrã apenas quando se move o ponteiro rato para o centro. Assim que acaba de os usar, escondem-se automaticamente.

Poderá usar um guia de programas electrónico muito simples. É apenas uma questão de seleccionar o programa e fazer log in. Depois, poderá navegar pelos diferentes canais disponíveis, tal como se estivesse sentado no sofá a fazer zapping. A maior vantagem do Joost sobre os sistemas tradicionais de emissão tem que ver com o facto de os conteúdos estarem disponíveis on demand, pelo que não interessa a altura em que sintoniza o canal. Caso o programa que deseje ver esteja disponível, não irá falhar sequer o início.

Porém, tal como noutros acontece sistemas, os programas expiram, e só por isso é possível perder um programa inteiro.

Existem mais de 150 canais disponíveis no Joost, embora alguns deles apenas possam ser acedidos a partir dos EUA. A empresa tem vindo a trabalhar no sentido de permitir o acesso a conteúdo regional a várias audiências espalhadas pelo mundo. Devido ao seu backbone P2P, é fácil adicionar mensagens instantâneas e salas de conversação de chat de modo a que possa partilhar as reacções com outros utilizadores ou planear ver programas ao mesmo tempo que vê os seus amigos.

Caso se depare com qualquer problema no Joost, existe uma base de conhecimento partilhado disponível em www.joost.com/support/faq/. Este é o melhor local para consultar em primeiro lugar, pois permite lidar com questões comuns, tais como a perda de palavras-passe e de informação de log in. Caso seja incapaz de resolver o problema deste modo, experimente os fóruns do Joost em www.joost.com/forums/, nos quais poderá pesquisar por assuntos semelhantes ou colocar uma mensagem a pedir ajuda.


Dê os primeiros passos na TV online com o Tiscali
Um canal de televisão gratuito acessível para quem tiver um acesso à Internet em banda larga


Se tiver o IE6 e uma ligação decente à Internet, conseguirá ver sem dificuldade a Tiscali TV
Não devendo ser confundido com o serviço que substituiu o Homechoive (leia a caixa), o Tiscali TV está disponível para qualquer pessoa com uma ligação à Internet suficientemente rápida. Também precisará de ter o Internet Explorer 6 (ou mais recente), na medida em que ele corre através de um controlo ActiveX, instalado quando visita o site. Basta ir até www.tiscali.co.uk/broadband/tv/tiscali_tv.html para começar. Uma vez instalado o software necessário, verá um ecrã negro dentro da página Web. Por baixo deste, encontram-se três links que lhe permitem alterar a dimensão; no centro do ecrã, está uma ligação marcada como Watch TV. Clique neste botão para fazer arrancar o canal.

Controle a acção
Assim que o vídeo começa a ser reproduzido, surgem alguns controlos. Nestes, encontram-se botões para desligar o som, para iniciar e parar a reprodução e ainda para pausar a emissão. Para terminar por completo o broadcast, clique no botão para desligar (Switch off), no canto inferior direito do ecrã. Se clicar sobre ele ou se navegar para outra página, terá de recomeçar o vídeo desde o início, o que implica assistir a alguns spots comerciais antes de começar a ver o conteúdo. Por baixo do ecrã é possível ver o que é que vai ser emitido de seguida.

Poderá usar os links à esquerda para navegar até diferentes conteúdos, os quais poderá descarregar ou fazer stream em separado. Muitos destes links levá-lo-ão para outras partes do site da Tiscali ou até mesmo para outros locais na Web. A ilusão de se estar perante uma televisão virtual muitas vezes não é sentida.


Homechoice e Tiscali TV
Existe uma versão mais ampla da Tiscali TV, apesar de nem todos a poderem receber

A Tiscali TV tomou o controlo da Homechoice, que emite televisão digital via ADSL
A Homechoice era um serviço de televisão e de Internet oferecido pela Video Networks Limited, até esta empresa ter sido adquirida pela Tiscali, no ano passado. Trata-se de um serviço semelhante ao de cabo que corre sobre ADSL e que está apenas disponível a pessoas ligadas ao serviço de trocas da Tiscali, o que limita, desde logo, a área geográfica de cobertura. Todos os canais terrestres e mais alguns digitais estão disponíveis através do serviço. É possível aceder a outros canais de subscrição pagando para isso uma quantia sobre a mensalidade. Para ver os canais da Sky, também terá de pagar um valor extra. Existem igualmente serviços pay per view. Este serviço foi concebido para ser uma alternativa à televisão por cabo ou satélite. Como tal, pretende-se que seja vista num televisor através de uma set top box e não através do ecrã do PC. O telefone e a Internet fazem parte do pacote. Para obter mais detalhes, basta ir a www.homechoice.co.uk/tv/tv.html.
Interface limitada
Comparada com outros serviços de vídeo online, a Tiscali TV é muito limitada. A interface é antiquada e até algo desajeitada e existe pouquíssimo material gratuito para aceder livremente. É complicado encontrar programas que deseje mesmo ver e o site não parece ser actualizado de forma tão regular como seria de esperar num canal de televisão tradicional. A componente TV acaba por se parecer com um só canal que não lhe possibilita escolher o que quer mesmo ver.

Quanto ao vídeo on demand, poderá facilmente navegar até ao clube de vídeo ou cinema Tiscali, o qual proporciona downloads de filmes para “alugar” ou “comprar”. Poderá ter um acesso de 48 horas, caso opte pelo aluguer, ou ver um filme vezes sem conta num PC específico, caso prefira comprar. Porém, a escolha é limitada. Quando visitámos o serviço, havia apenas três filmes disponíveis para fazer download. Já os preços para alugar ou comprar são competitivos.

A nossa esperança reside no facto de a Tiscali TV ser uma obra em progresso, sendo de esperar a inclusão de mais conteúdos. Actualmente, obterá uma experiência de utilização bem melhor se for ao YouTube. Mas se não houver novidades de maior nos próximos tempos, este é seguramente um serviço a evitar.


Aceda a mais conteúdos com o Sky Anytime
Subscreva a Sky para ver online a emissão de programas


A interface amigável permite pesquisar qualquer coisa que se queira ver
Para usar o Sky Anytime, é preciso ser-se um cliente da Sky TV. O conteúdo disponível dependerá de cada subscrição individual. Se não pagar pelo pacote de filmes, não conseguirá fazer o respectivo download, o mesmo acontecendo com o pacote de desporto.

O serviço Sky Anytime foi lançado no ano passado e, de início, oferecia apenas filmes Sky aos subscritores que queriam vê-los a horas que não estavam programadas no canal de filmes por satélite. Mais recentemente, o serviço recebeu outros canais da Sky, permitindo aos subscritores actualizarem-se relativamente a séries norte-americanas, como «Ossos» («Bones»), ou outros programas no horário que mais lhes convém, libertando-os da grelha tradicional. Em muitos casos, são disponibilizadas antecipadamente temporadas de séries por uma pequena quantia.

O software usa tecnologia peer-to-peer (P2P) para distribuir os programas, o que quer dizer que o computador poderá estar a enviar dados enquanto os recebe. Isto é importante sobretudo em Portugal, uma vez que a grande maioria dos ISP nacionais impõe limites ao tráfego internacional.


Caixa de selecção
Para quem é cliente Sky + ou HD, parte da set top box é dedicada ao Sky Anytime. Durante a noite, a caixa grava um número de programas que a Sky seleccionou a partir das grelhas de programação da última semana. Isto dá ao utilizador uma opção de escolha alargada entre programas gravados previamente, os quais poderá ver quando quiser. Este serviço foi desenvolvido de modo a poder competir com os serviços oferecidos pelas empresas de televisão por cabo. Também é possível aceder ao Sky Anytime através do telemóvel.

Para usar a versão PC do Sky Anytime, será necessário definir online uma conta na Sky, em www.sky.com e seguir o link My Sky. Para quem já tenha registada uma conta deste tipo, basta fazer o log in. Uma vez que o utilizador tenha sido correctamente identificado como um cliente Sky, poderá instalar o software Sky Anytime. Ao iniciar o programa, terá de fazer o log in com o nome de utilizador e palavra-passe definidos na altura do registo em My Sky.

Poderá agora navegar pelas diversas áreas da programação ou usar a ferramenta de pesquisa para encontrar exactamente o que procura. A interface é agradável, mostrando ecrãs animados com conteúdos simples. Basta seleccionar um para ir para determinada secção. O design de fundo altera-se de acordo com a secção escolhida. Poderá usar as opções à esquerda para tornar a pesquisa mais concisa. Quando se escolhe um programa, é mostrada alguma informação detalhada. Clicando em Download, iniciará a transferência para o PC.


BBC iPlayer à prova
A mais recente aventura do canal britânico ainda está na fase beta


A BBC começou por testar o iPlayer nos finais de 2005 com um número limitado de utilizadores. Hoje, está disponível para todas as pessoas, apesar de ser preciso um convite, tal como acontece com o Joost. O utilizador recebe depois um username e uma palavra-passe no e-mail de boas--vindas, os quais são necessários para entrar no iPlayer e descarregar o programa. Também, é essencial ter uma conta configurada com o serviço bbc.co.uk, o qual tem um nome de utilizador e uma password diferente, neste caso, escolhida pelo próprio utilizador. Ser-lhe-á solicitado que entre neste serviço sempre que descarregar um programa para ver. O iPlayer baseia-se no Kontiki Delivery Manager. Se, por exemplo, quiser usar o Sky Anytime, terá de instalar uma terceira versão do software. Compreende-se que as empresas de televisão queiram manter o controlo sobre a situação, mas este método parece-nos ser ineficaz.

28 dias depois...
Mais uma vez, o conteúdo é protegido através do DRM da Microsoft, o que quer dizer que os programas descarregados irão eventualmente expirar. Os programas da BBC estão apenas disponíveis para download até uma semana depois de serem emitidos. No entanto, uma vez descarregado, o utilizador terá 28 dias para o ver. Caso comece a ver o programa, o período de validade será encurtado para sete dias após a primeira visualização.

O DRM é um mal necessário que requer uma ligação ao servidor da BBC para verificação. Na altura em que escrevemos este artigo, verificámos algumas falhas de peso no sistema, tendo alguns dos programas descarregados sido bloqueados apesar de serem válidos. Este tipo de problemas é encaminhado para a secção de ajuda, mas a solução sugerida envolve eliminar o programa e tentar descarregá-lo de novo, caso seja permitido, o que está longe de nos deixar satisfeitos.

O iPlayer ainda está na fase beta, pelo que é normal que o desempenho ainda não seja nada de especial. No entanto, se é neste tipo de aplicações que se encontra o futuro das emissões, então os espectadores devem ter mesmo em conta a gestão de direitos digitais quando estiverem a ver programas de forma legítima. O iPlayer é uma boa solução mas ainda tem algum caminho pela frente.


Aceda ao iPlayer
Através do Internet Explorer e dentro do Windows XP, navegue até www.bbc.co.uk/iplayer e faça log in através do nome de utilizador e da palavra-passe que recebeu no e-mail de boas-vindas. Se instalou o software, poderá ver os programas que se encontram à disposição.
Poderá fazer a selecção por categoria, por ordem alfabética ou por dia e canal, dentro dos últimos sete dias. Escolha o dia a partir do qual deseja ver um determinado programa e escolha o ficheiro que deseja descarregar.
Agora, precisa de fazer novamente log in, desta vez usando o nome de utilizador e a palavra-passe com que se registou no bbc.co.uk. Caso não tenha uma conta definida, será convidado a fazê-lo. Uma vez que tenha entrado, será descarregado o programa que escolheu para ver.

Dicas e truques
Pegue na TV via Internet e leve-a até ao ecrã do seu televisor ou aceda aos conteúdos a partir de qualquer lugar


Depois de ter seleccionado os serviços de televisão via Internet, poderá querer fazê-lo, não através do monitor do seu PC, mas sim directamente no ecrã do televisor que tem na sala de estar. Tal é possível se tiver uma placa gráfica ou capacidades de saída de televisão (TV-Out) e se tiver à mão os cabos indicados para o efeito. Na caixa em anexo, explicamos em detalhe os passos necessário para este efeito.

A transição para o digital
Assegure-se de que, nos próximos anos, continuará a ver televisão tal como gosta

Por volta de 2012, as emissões de televisão analógica terão os seus dias contados e todos deveremos passar a receber sinal televisivo pela via digital, seja ele baseado em emissões satélite, de cabo, terrestre ou pela Internet. Se já tiver em sua casa uma set top box associada ao seu fornecedor de televisão digital, não será necessário fazer quaisquer alterações. Também é possível receber transmissões digitais directamente no seu PC, bastando que para isso que instale um dispositivo DVB – uma placa PCI ou um adaptador USB. Poderá obter adaptadores de DVB terrestres ou via satélite, chamados, respectivamente, DVB-T e DVB-S. Os adaptadores terrestres são geralmente mais baratos do que os congéneres para satélite. A forma mais simples de tornar o seu computador compatível com emissões de televisão em sinal digital é comprar um stick USB de DVB-T, como é o caso do Freecom DVB-T TV Freeview, que vem acompanhado por uma antena e um comando remoto. É portátil, sendo por isso indicado para uma utilização num computador laptop. A configuração envolvida é quase inexistente.
De qualquer modo, se quiser transpor este projecto para a prática, será uma boa ideia ter um controlo remoto para o computador. A Microsoft produz um para o seu sistema operativo Windows Media Center, mas poderá também comprar um rato sem fios para controlar à distância aquilo que se passa no PC. Regra geral, este tipo de ratos funciona através de um dispositivo USB que recebe os sinais remotos e os converte em comandos que o PC percebe. Também é possível comprar um teclado do mesmo género, mas recomendamos que o faça apenas se precisar de editar texto ou realizar outra tarefa do género a partir do sofá.

Emissão de conteúdos
Se tiver cópias de gravações não protegidas guardadas no computador ou uma placa de captura de TV, poderá passá-las desde o PC até ao seu PDA ou telemóvel através da Internet. O kit TV Anywhere da Hauppauge permite-lhe fazer isso mesmo de forma simples. O sistema usa redes Orb (www.orb.com) para distribuir o vídeo. Ao instalar o software Orb no seu PC, estará na prática a transformá-lo num servidor de vídeo que faz o upload de conteúdos on demand, assim que entrar na sua conta. Desde que tenha os detalhes de autenticação correctos, poderá aceder a conteúdos disponíveis em qualquer lugar na Web, optimizados para a velocidade da sua ligação à Internet.

Esta é uma forma inovadora de levar televisão para os dispositivos móveis. A qualidade é, regra geral, boa, e a escolha de programas é variada. É como se se tratasse de levar o televisor e o videogravador consigo para fora de casa. É certo que terá o acesso a conteúdos limitado a zonas com cobertura Wi-Fi, mas o facto de os custos de ligação serem apenas aqueles associados à mensalidade que paga ao seu ISP aumenta o interesse sobre esta solução.


Passe o sinal para o seu televisor
Dependendo das ligações disponíveis no seu televisor, poderá precisar de comprar uma ficha que permita ligar-se via S-Video ou através de qualquer uma das outras ligações existentes. Na loja de electricidade mais próxima conseguirá encontrar o adaptador de que precisa.
Para obter o melhor áudio, ligue a placa de som a um amplificador estéreo ou de som surround. Use a ligação digital, caso ambos os equipamentos a suportem. De outra forma, faça-o através da interface tradicional.
Instale o sensor de infravermelhos e o controlo remoto. Se estiver a usar o da Microsoft, ligue--o através de uma porta USB. Existem outros que se ligam ao PC através da porta de série. Desta forma, poderá controlar o seu PC a partir do seu sofá.

Serviços nacionais
Apesar de a escolha ser grande, as coisas em Portugal ainda estão numa fase incipiente


Basta abrir um motor de busca e fazer uma pesquisa rápida para descobrir que existem diversas soluções em Português para ver online televisão nacional, e não só. Os quatro canais de emissão aberta nacional estão todos disponíveis online e aqueles disponíveis através de serviço de cabo (ou ADSL, no caso dos “novos” fornecedores de triple play) estão também representados na Internet. É ainda possível descobrir diversos canais regionais, o que é um aspecto igualmente interessante.

Vejamos então que sites ou, melhor dizendo, portais de televisão, poderá visitar. Verá que todos têm algo em comum para além dos canais: são gratuitos. Outro aspecto que convém sublinhar tem que ver com a emissão dos canais ligados à SIC, que apenas será possível para quem disponha de uma ligação à Internet prestada pela Sapo ou pela Netcabo.


TV Tuga
www.tvtuga.com
Este portal tem disponíveis online mais de 150 canais de televisão e de rádio. Os conteúdos estão segmentados por categoria, desde informação a documentários, passando pelo deporto, música ou humor. Existe ainda uma secção de canais nacionais e uma outra de canais somente brasileiros. A qualidade de transmissão é razoável, sendo a transmissão feita através do Media Player numa janela pequena ou em ecrã completo. Nalguns casos, existe um lag face à emissão normal, e noutros – sobretudo nos estrangeiros – notámos algumas quebras de serviço. Por vezes, a imagem parava enquanto o stream de áudio continuava a tocar. Aconteceu também parar tudo, o que se deve a uma de duas razões: ou existia um excesso de utilizadores nesse momento ou o servidor desse canal em particular foi alterado.


Portugal TV Online
www.canaisdetv.blogspot.com
A interface para o utilizador é diferente daquela usada pela TVTuga, mas a organização é semelhante. Quer isto dizer que os canais estão segmentados pela natureza dos conteúdos, ou seja, existe um link para os canais nacionais, outro para os brasileiros e outros para documentários, desporto, filmes, música, humor, informação, etc.. O Portugal TV Online funciona como uma espécie de blog televisivo e não deixa de ser um portal de TV interessante, apesar do aspecto desarrumado da interface geral.


Sintonizate
www.sintonizate.net
Este portal de televisão é bastante agradável em termos de interface mas peca pelo tempo que demora a carregar cada uma das suas páginas. Tal como acontece com outros portais, divide os canais por categorias, contemplando quatro tipos principais: portugueses, brasileiros, futebol e música. Existe uma área onde estão indicados os canais mais vistos; ao passar com o rato sobre o ícone de cada um dos canais é possível ver o histórico em termos de número de visualizações e, mais importante ainda, quantos utilizadores do serviço estão a ver online esse canal.

GForum
www.gforum.tv
O GForum reúne uma série de canais de televisão de natureza diversa, apostando em áreas como o futebol e o desporto em geral, os conteúdos virados para o segmento infantil e para o mundo cor-de-rosa, nomeadamente, através de canais de compras e femininos. A navegação é simples, mas notámos alguma falta de qualidade na imagem dos conteúdos apresentados, talvez devido a uma saturação de acessos. Nesta matéria, o portal tem um indicador estatístico no canto superior direito que indica quantas pessoas se encontram online nesse momento, quantas já estiveram nesse dia, quantas o fizeram no dia anterior e qual foi a afluência desde o início. Existe ainda um contador do número de canais disponíveis nesse dia.


Codecs e plugins a instalar
A grande maioria dos canais é suportada pelo plugin Windows Media Player no Internet Explorer ou no Firefox (recomenda-se a utilização da versão mais recente de ambos os browsers). Se ainda não tem a versão mais recente, poderá ir a http://download.microsoft.com/download/2/b/7/2b7eb0ca-bf37-4db2aa2e-47bf8c1f03b9/wmp11-windowsxp-x86-ptpt.exe. Recomenda-se ainda que instale também alguns plugins para poder assistir a alguns canais, nomeadamente, os SopCast e TVU. Poderá encontrar a actualização para o IE em http://download.sopcast.com/download/SopCastOcx.zip e a actualização para o Firefox em http://releases.mozilla.org/pub/mozilla.org/extensions/ie_tab/ie_tab-1.3.0.20070110-fx+fl+mz+zm-windows.xpi. Alguns canais exigem igualmente que se instale um código especial para que se possam ver. É o caso dos SopCast (http://download.sopcast.org/download/SopCast.zip) e dos TVU (http://www.tvunetworks.com/download.htm?id=rdb). Os codecs também poderão fazer falta. Para evitar problemas na visualização, deverá instalar o K-Lite Codec Pack (http://www.freecodecs.com/download_soft.php?d=2351&s=95) ou o CCCP Project (http://www.cccp-project.net/).

 
     
   
     
 
 
     
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