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PCGuia > Linux > Alternativas do ambiente de trabalho Linux
 
 
  OUTUBRO 2007

Alternativas do ambiente de trabalho Linux
O Ubuntu emprega o ambiente de trabalho Gnome, mas pode haver uma alternativa melhor à distância de um simples clique.
 
     
 
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Nestes artigos dedicados ao Linux, talvez já se tenha apercebido de que, por vezes, mencionamos algo chamado KDE quando utilizamos determinadas aplicações. Pode até ter reparado que estas aplicações KDE têm um visual ligeiramente diferente da habitual selecção Ubuntu.

Isto tem que ver com o facto de as aplicações KDE serem construídas por programadores que utilizam um conjunto de ferramentas diferente do da maioria das aplicações numa instalação Ubuntu predefinida. Para um programador, o conjunto de ferramentas serve para executar todas as tarefas que não pretende programar. Isto pode incluir lidar com o solicitador de ficheiros, os menus da aplicação, a edição de texto e até a verificação ortográfica, juntamente com milhares de outras ferramentas que é possível integrar numa aplicação funcional.

Caixa de ferramentas
Vantagens do XFCE
Um ambiente de trabalho mais ligeiro mas suficientemente popular

O XFCE começa com pouca coisa, mas pode personalizá-lo para ter unicamente as opções de que necessita
Tanto o KDE como o Gnome podem ser considerados ambientes de trabalho exigentes em termos de recursos. Visam rivalizar com os melhores ambientes de trabalho da Microsoft e da Apple, pelo que estão a abarrotar de características e das mais recentes funcionalidades. Muitos utilizadores Linux, contudo, acham que isso é demasiado para os seus computadores e adoptam um dos muitos ambientes de trabalho mais ligeiros disponíveis.

O XFCE é uma dessas alternativas ligeiras e suficientemente popular para justificar a sua própria versão oficial do Ubuntu, a par do Gnome e do KDE. Para instalá-lo, pesquise por “xubuntu-desktop” no gestor de pacotes Synaptic do Ubuntu; depois da instalação, precisa de escolher o XFCE no ecrã de abertura de sessão. Prepare-se para apanhar um choque. Apesar de ter sido construído com o mesmo conjunto de ferramentas do Gnome, a barra de tarefas e o menu universal não são visíveis, havendo apenas alguns ícones no ecrã. Isto deve-se ao facto de quase tudo no XFCE estar à distância de um clique com o botão direito do rato.

Esta acção no fundo do ambiente de trabalho faz aparecer o mesmo menu presente no Gnome, e é possível alterar o aspecto do ambiente de trabalho a partir de Settings Manager no menu Settings. Talvez tenha reparado também no estranho painel geométrico em forma de flor à espreita em segundo plano: trata-se de um painel totalmente personalizável. Se clicar nele com o botão direito do rato, poderá adicionar quaisquer componentes do ambiente de trabalho que considere necessários, incluindo a essencial barra de tarefas, o relógio do sistema, o paginador virtual do ambiente de trabalho e o menu de lançamento. O XFCE é uma excelente escolha para quem dispensa a confusão do Gnome ou do KDE, ou cuja máquina não tem os recursos necessários para desperdiçar em atracções visuais.
O conjunto de ferramentas utilizado pela maioria das aplicações Ubuntu chama-se GTK+, o qual começou por ser uma biblioteca para os profissionais que trabalhavam no equivalente Linux do Photoshop, o The Gimp (na verdade, GTK+ é uma abreviatura de Gimp ToolKit +). O conjunto de ferramentas usado pelas aplicações KDE chama-se Qt. Talvez se interrogue acerca do motivo pelo qual existem dois conjuntos de ferramentas que fornecem características idênticas, e a resposta tem está relacionada com decisões de natureza política

O GTK+ foi desenvolvido como um rival do Qt numa altura em que os defensores do Linux achavam que o conjunto de ferramentas Qt não era suficientemente livre. A versão inicial do Qt utilizava a sua própria licença, em vez da GPL empregue pelo núcleo do Linux. Isto significava que não oferecia o mesmo grau de liberdade, o que para alguns programadores representava decididamente um problema e desencadeou a criação do GTK+ com a licença GPL. Por fim, os donos do Qt (uma empresa norueguesa chamada Trolltech) cederam e em 2000 lançaram uma versão do Qt para Linux com a GPL. Ao longo dos anos seguintes, a Trolltech lançou igualmente versões GPL do seu conjunto de ferramentas para o Apple OS X e o Microsoft Windows. D

esde então, o GTK+ passou a ser a força por trás de um dos dois principais ambientes de trabalho de qualquer instalação Linux moderna – Gnome. O GTK+ é agora imparável. O Gnome é o ambiente de trabalho presente no Ubuntu: as barras de tarefa, a gestão das janelas, os menus das aplicações, as miniaplicações em painéis, enfim, são todos diferentes partes do ambiente de trabalho Gnome, construído com recurso ao GTK+.

Opções menos conhecidas
Existem alternativas, contudo, e o grande rival do Gnome é o KDE. Trata-se de um ambiente de trabalho completo que emprega o conjunto de ferramentas Qt na sua construção. À semelhança do que fizemos em artigos anteriores sobre Linux, é possível correr aplicações KDE e Gnome em qualquer ambiente de trabalho, mas o Gnome e o KDE adoptam abordagens diferentes em termos de uso. O Gnome está modelado segundo o sistema operativo OS X da Apple – contém várias opções de configuração, além de que as janelas e os painéis foram concebidos de forma a serem tão intuitivos e fáceis de utilizar quanto possível. A equipa de desenvolvimento do Gnome também passou algum tempo a investigar a usabilidade, a fim de garantir que o ambiente de trabalho não se intromete na execução das tarefas essenciais.

Instale o ambiente de trabalho KDE
Para instalar o ambiente de trabalho KDE, abra o gestor de pacotes Synaptic a partir do menu System, Preferences e pesquise por “kubuntu-desktop”. O Synaptic encontrará um único pacote. Seleccione-o e clique em Apply para proceder à instalação.

Depois de transferir todos os ficheiros necessários, surge uma janela que lhe pede para seleccionar o gestor de visualização predefinido. O gestor de visualização é o ecrã de abertura de sessão. Pode escolher entre a versão do Gnome (GDM) e a do KDE (KDM).

Quando a instalação terminar, encerre essa sessão e abra outra. Desta vez, clique no botão Options, seguido de Select Session, e escolha o KDE na janela que aparecer. Mantivemo-nos pelo GDM, mas o KDM funciona da mesma maneira.
O KDE, por outro lado, goza de uma certa reputação de incluir numa aplicação todas as opções concebíveis. Isto pode ser um pouco intimidativo para o principiante, e assemelha-se mais a uma versão grandemente modificada do Windows XP do que a um ambiente de trabalho optimizado. É por esta razão que as distribuições Linux que visam os utilizadores inexperientes, como o Ubuntu, escolhem o Gnome. Para os utilizadores avançados, contudo, ou para alguém que precisa simplesmente de um pouco mais de controlo sobre o ambiente de trabalho, o KDE é a alternativa perfeita e continua a ser muito popular.

Instalar tudo no Ubuntu
Os programadores por trás do Ubuntu admitem que o Gnome pode não ser adequado para toda a gente, como tal deram-se ao trabalho de apoiar oficialmente dois derivados do Ubuntu que utilizam ambientes de trabalho alternativos. O primeiro chama-se Kubuntu e substitui o Gnome pelo ambiente de trabalho KDE. O segundo, denominado Xubuntu, substitui o Gnome por mais um popular ambiente de trabalho Linux alternativo chamado XFCE. Este é o ideal no caso de o computador não estar suficientemente à altura de correr os ambientes de trabalho Gnome e KDE, muito exigentes em termos de capacidade do processador.

Ubuntu, Kubuntu e Xubuntu são todos lançados simultaneamente e depois os utilizadores de cada ambiente de trabalho transferem a versão que preferem. Isto não significa a impossível de mudar do Ubuntu para o Kubuntu. Pode instalar os três ambientes de trabalho (e mais até) no computador a partir de qualquer um dos outros ambientes de trabalho e alternar entre si para executar diferentes tarefas. Muitos de nós têm o Gnome e o KDE instalados em paralelo, o que constitui uma excelente maneira de tirar o máximo partido de ambos os ambientes de trabalho. Desta forma, pode dizer-se que o Ubuntu é agnóstico no que toca ao ambiente de trabalho, pois um ambiente de trabalho diferente encontra-se a poucos cliques de distância.

Se partilha a sua máquina Linux com outros utilizadores, talvez descubra que uns preferem o Gnome, enquanto outros gostam mais do KDE. Ter ambos instalados no sistema ao mesmo tempo deixará todos felizes e contentes.


Superdicas
> Prima a tecla Alt à esquerda e F2 para abrir o painel de lançamento dos comandos do KDE, semelhante à opção Executar no menu Iniciar do Windows. Daqui pode executar qualquer comando a partir do terminal Linux.
> Não se esqueça de que pode correr aplicações KDE e Gnome indiferentemente de qualquer ambiente de trabalho, e inclusive do XFCE se quiser. Combine as ferramentas que se adequam às suas necessidades.
> Existem vários outros ambientes de trabalho comuns que pode tentar instalar. Pesquise no Synaptic por IceWM e Fluxbox, duas alternativas populares.
> Tal como sucedeu com as recentes versões do Windows, pode mudar para um utilizador diferente a partir do KDE sem ter de encerrar as aplicações: basta seleccionar Switch User no menu principal.
> Se sente a falta do Microsoft Windows, então experimente o estilo widget do KDE à ‘Windows 9x’, a partir do painel de configuração Appearance.
> Pode clicar com o botão esquerdo do rato no painel situado no fundo do ecrã do KDE e arrastá-lo para uma margem diferente, bem como alterar o seu tamanho e forma.
Conquiste o seu ambiente de trabalho
A principal diferença entre o Gnome e o KDE reside no gestor de ficheiros. O KDE emprega uma ferramenta chamada Konqueror, que é lançada com um clique no ícone do planeta/engrenagem na barra de tarefas. Pode usar o Konqueror para procurar os seus ficheiros, navegar na Internet, ver fotos e muito mais.
Clique com o botão direito do rato no painel inferior e seleccione Split View Left/Right. Isto cria duas ocorrências do Konqueror na mesma janela, cada uma com uma flexibilidade em tudo idêntica a uma janela individual. Pode inclusive dividir cada uma delas em painéis menores.
Quando tiver criado uma configuração do Konqueror que queira guardar, escolha Settings, Configure View Profiles. Dê um nome à sua criação e clique em Save. Para reconfigurar rapidamente a sua janela do Konqueror de acordo com a tarefa a executar, escolha o seu perfil a partir do menu Settings, Load View Profile.
KDE 4 disponível em breve
Se tudo correr bem, conhecerá a luz do dia antes do fim do ano

O KDE 3.0 foi lançado em 2002 e cinco anos é muito tempo para qualquer software. O programa tem sido actualizado regularmente com novas funcionalidades e é agora um ambiente de trabalho muito diferente em relação ao do primeiro lançamento. No entanto, o fim está próximo para a versão 3: o KDE 4 espreita no horizonte. E está construído com base no conjunto de ferramentas do Qt, pelo que não comporta quaisquer alterações de vulto sem uma reprogramação.

Há dois anos, teve lugar uma dessas alterações de vulto no Qt com o lançamento da versão 4.

Desde então, os programadores do KDE têm estado a desenvolver a próxima geração do KDE para andar de mãos dadas com o novo Qt. O resultado será o KDE versão 4, e já existem versões alfa deste novo ambiente de trabalho disponíveis para avaliação. Muita coisa mudou para este lançamento. O KDE4, que aproveita apontamentos do manual de programadores do Gnome, será muito mais fácil de utilizar, com um grande número de opções de configuração supérfluas longe da vista imediata. Também deverá ser mais rápido, graças a muitos melhoramentos ao nível do desempenho aplicados no Qt. Haverá igualmente um vasto conjunto de novas funcionalidades.

Um novo tema de ícones chamado Oxygen irá transformar o ambiente de trabalho por meio de vectores dimensionáveis do formato de imagem SVG.

O ambiente de trabalho também disporá de widgets integrados, semelhantes aos utilizados no OS X Dashboard da Apple, os quais permitirão alargar a funcionalidade do ambiente de trabalho básico. Igualmente prometidas estão uma melhor compatibilidade do hardware, a reprodução multimédia e a navegação na Internet: com tudo isto, é provável que o resultado final coloque o Linux na vanguarda da concepção de ambientes de trabalho.
Visita guiada pelo KDE
Quando lança o KDE pela primeira vez, o assistente KPersonalizer guia-o através das opções de configuração mais comuns. Depois de terminar, verá o KDE pela primeira vez. O Kopete é o cliente de mensagens instantâneas do KDE, equivalente ao Galm. Pode utilizá-lo para conversar com os seus amigos que usam o MSN, AOL, ICQ e Jabber. É possível integrar cada protocolo mediante o uso de um pequeno ícone para cada opção.
O Kontact é a aplicação integrada de correio electrónico, jornal, livro de endereços e calendário do KDE. É muito semelhante ao Microsoft Outlook ou ao Evolution do Gnome. O Kontact pode partilhar o mesmo directório de correio electrónico do Evolution. O maior trunfo do KDE reside na sua capacidade de reconfiguração. Seleccione System Settings no menu principal para lançar a aplicação. Cada ícone neste painel abre outra janela com dezenas de opções diferentes.
É possível adicionar miniaplicações personalizadas ao painel da barra de tarefas do KDE. Clique com o botão direito do rato e escolha Add Applet para adicioná-las. Para remover alguma que já não queira, clique no pequeno triângulo preto que surge quando pára o ponteiro do rato sobre a miniaplicação e seleccione Remove. O Konsole, o terminal da linha de comandos do KDE, pode ser lançado a partir do menu System e é perfeito para aqueles que gostam de se entreter a mexer. No topo da lista de características figuram a interface do utilizador dividida por separadores, os mercadores e a transparência das janelas.

 
     
     
   
     
 
 
     
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