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Actualmente
já é possível adquirir câmaras digitais de qualidade a preços a
rondar os cem contos. Contudo, o custo não se limita a este periférico.
Afinal, como irá obter as fotos no papel? Uma alternativa seria
usar a sua actual impressora a jacto de tinta, sobretudo se for
um modelo moderno de alta resolução, mas se não for, provavelmente
terá de pensar numa nova impressora, aumentando o custo final -
tudo porque imagens tremidas a cores, não ficam bem em papel normal,
não sendo comparáveis às fotografias como as conhecemos.
Por conseguinte, é tempo de adquirir uma nova
impressora. Chegados a esta situação, a maioria das pessoas escolherá
outra impressora jacto de tinta a cores, simplesmente porque é mais
barata e versátil. No entanto, existem algumas desvantagens a ter
em conta. Por exemplo, imprimir fotos em A4, deixa as suas fotografias
com grandes margens brancas; será isto precisamente o seu desejo?
E será a troca do seu álbum actual de fotos por pastas A4 uma obrigatoriedade,
ou alternativamente, será que precisa de uma tesoura para cortar
cada fotografia imprimida?
Inclusive, existe até a questão da longevidade
da foto. Entre fotos casuais sem grande importância, existem sempre
determinados momentos como casamentos, férias e memórias para recordar
no futuro. Logo, não quererá provavelmente ver as suas fotos degradarem-se
em algumas semanas, ganhar manchas quando as agarra ou estragarem-se
num simples contacto com a água - tudo isto são riscos bem evidentes
para as impressões a jacto de tinta.
Felizmente, existem outras soluções bem mais
práticas. As tecnologias de impressão alternativas existentes hoje
em dia conseguem produzir imagens brilhantes, suaves, sem margens
e comparáveis às impressões fotográficas actuais que conhecemos
e adoramos. Mas que impressoras são estas? E onde as poderá encontrar?
Qualidade formidável
As jacto de tinta funcionam largando pequenas
gotas coloridas para uma página, para depois as combinar em misturas
convenientes (um processo denominado de dithering), dando assim
uma aparente suavidade e continuidade dos tons. Apesar deste procedimento
parecer perfeito, na verdade, por vezes os pontos ou mesmo os padrões
finais, poderão ficar visíveis, estragando o efeito final da fotografia.
Uma das grandes alternativas às impressoras
jacto de tinta são as impressoras de sublimação térmica. Estas funcionam
usando uma cabeça de impressão térmica que evapora a tinta de uma
fita especial para solidificar numa página. O resultado final é
normalmente uma tonalidade continua e uma precisão enorme nas misturas
de cores, muito idêntico às fotografias profissionais. E para completar
o efeito, a maioria das impressoras limpam a camada sobre a imagem
para a proteger do ambiente.
Existem, no entanto, outras tecnologias no mercado,
a maioria variantes da tecnologia térmica, que se baseiam sobretudo
na alteração de temperatura para transferir a tinta da fita para
o papel. E como não existem pontos, as transições entre diferentes
tonalidades de cor surgem de forma suave e natural. Precisamente
o desejável para uma fotografia.
Apesar disto, antes de sair de casa e comprar
uma destas impressoras, deverá ter em atenção algumas das suas desvantagens,
sobretudo no que diz respeito ao desempenho. Ao contrário das jacto
de tinta, capazes de imprimir numa única só passagem, os outros
tipos de tecnologias poderão exigir uma passagem para o azul, outra
para o amarelo e ainda mais uma para o magenta. No fim ainda terá
mais uma passagem para suavizar o trabalho final.
Como tal, a falta de versatilidade poderá desiludir
alguns utilizadores. Por exemplo, outro aspecto não disponível nestas
impressoras é a possibilidade de imprimir em modo esboço e até de
alterar a resolução. Na pratica estará algo restrito quanto aos
poderes de utilização - e até quanto ao uso do papel, já que está
limitado a um ou dois tipos especialmente fornecidos pelo fabricante.
Outra grande desvantagem é o preço das impressoras
de sublimação térmica capazes de custarem bastante mais comparativamente
às suas congéneres de jacto de tinta - no entanto, o custo de impressão
é similar se tirar 40 a 50 folhas. Caras? Tudo depende de como olha
para elas. De facto, pagaria muito menos se comprasse um rolo fotográfico
e o mandasse revelar, contudo, a quantidade de fotografias resultantes
seria apenas um número limitado. As fotografias digitais permitem
ser visualizadas antes de serem imprimidas, logo só dará a ordem
de impressão somente às que mais gostar.
Requisitos
Comparar impressoras fotográficas poderá ser
complicado, especialmente se está em causa diferentes tecnologias
de impressão. Por exemplo, poderá pensar que uma impressora jacto
de tinta de 1,200 dpi consiga bater facilmente uma impressora de
sublimação térmica de 300 dpi - no entanto, a comparação não pode
ser feita a este nível. Na realidade, as cores e a precisão das
impressoras de sublimação térmica produzem muitas vezes imagens
de qualidade superior. A moral? Bom, não compare resoluções a não
ser que as impressoras sejam do mesmo tipo.
Uma funcionalidade partilhada por uma cada vez
maior quantidade de impressoras é a habilidade de aceitar cartões
de memória directamente da câmara digital. Ou seja, as antigas transferências
aborrecidas da câmara para o PC (especialmente se estivesse a usar
apenas a porta de série), e de seguida do PC para a impressora deixaram
de acontecer; na realidade, nem precisa de ligar o computador ou
de andar com ele de um lado para o outro.
Se já tem uma câmara digital, só terá de procurar
por uma impressora capaz de aceitar o cartão de memória em uso (CompactFlash
ou SmartMedia). Caso contrário, sugerimos que escolha uma capaz
de suportar o CompactFlash - este é um formato mais comum e os próprios
cartões são mais fáceis de utilizar.
Outro bónus agora oferecido igualmente pelas
impressoras é a sua capacidade de suportar o Digital Print Order
Format (DPOF). Este permite ao utilizador seleccionar e guardar
num cartão de memória, as fotos seleccionadas para impressão no
menu da própria câmara (desde que esta suporte DPOF, é claro), levando
depois para a impressora para reprodução automática. Mesmo assim
e apesar do DPOF ser um sistema sofisticado, talvez fosse bom não
dar muita ênfase a esta tecnologia. Existe uma grande probabilidade
de querer fazer ajustes às suas fotografias, ao nível do detalhe,
brilho, contraste, para só depois as querer imprimir.
Nos nossos testes tivemos em consideração a
qualidade de impressão e o tempo despendido, assim como o custo
e a conveniência. Os resultados finais foram uma surpresa agradável.
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